Recentemente, li o seguinte trecho de notícia:
Senado aprova projeto que prevê gorjeta de 20% em bares e restaurantes.
Bares, restaurantes e similares poderão cobrar gorjeta de 20% sobre contas encerradas à noite, após as 23 horas, caso seja transformado em lei o projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que recebeu parecer favorável da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal ontem. O projeto, votado em decisão terminativa, foi relatado pelo senador Gim Argello (PTB-DF).
O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
Eu adoro sair para comer fora, principalmente porque eu amo comer (#JuliaChildFeelings). Na maioria das vezes, o garçom não faz nada a não ser trazer o refrigerante, a comida, o cardápio e a conta, além de limpar as mesas antes e depois do cliente se acomodar. Numa rápida consulta a Internet, é possível descobrir que a descrição de cargo de um garçom corresponde justamente aos atos que acabei de citar.
O que gerou essa idéia de dar bônus a alguém que cumpre as funções que deveria cumprir? Qual é o propósito de recompensar alguém que só faz sua obrigação? Quando uma pessoa se torna garçom, ela está plenamente ciente de que deve tratar os clientes com respeito e assisti-los no que for possível. Dessa forma, dizer que a gorjeta é um meio de agradecer por algo que é inerente à profissão é totalmente incabível. Aliás, raramente a gorjeta é repassada ao garçom. Entrega-se o pagamento ao caixa. O que garante que ele consulta todas as notas fiscais e repassa a gorjeta ao garçom? Paga-se, então, a mais provavelmente para compensar a diminuição do preço da refeição.
Ser garçom logicamente não é uma profissão com um salário estrondoso. Mas ser empregada doméstica, gari, faxineira, entre outras, significa também receber um salário mínimo, por exemplo. É uma profissão que está sujeita à mesma legislação trabalhista, aos mesmos direitos e deveres. Deveres estes que incluem desempenhar as funções da descrição de cargo, conforme disse anteriormente. Deveriam todos, então, exigir um bônus salarial?
É claro que não. Não é o caminho. Exigir um aumento do salário mínimo evita que outras profissões permaneçam desvalorizadas e não força o cliente a se responsabilizar por coisas que não dizem respeito a ele. Infelizmente, não será a primeira, nem a última vez que o Governo tentará passar ao cidadão suas obrigações.
Senado aprova projeto que prevê gorjeta de 20% em bares e restaurantes.
Bares, restaurantes e similares poderão cobrar gorjeta de 20% sobre contas encerradas à noite, após as 23 horas, caso seja transformado em lei o projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que recebeu parecer favorável da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal ontem. O projeto, votado em decisão terminativa, foi relatado pelo senador Gim Argello (PTB-DF).
O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
Eu adoro sair para comer fora, principalmente porque eu amo comer (#JuliaChildFeelings). Na maioria das vezes, o garçom não faz nada a não ser trazer o refrigerante, a comida, o cardápio e a conta, além de limpar as mesas antes e depois do cliente se acomodar. Numa rápida consulta a Internet, é possível descobrir que a descrição de cargo de um garçom corresponde justamente aos atos que acabei de citar.
O que gerou essa idéia de dar bônus a alguém que cumpre as funções que deveria cumprir? Qual é o propósito de recompensar alguém que só faz sua obrigação? Quando uma pessoa se torna garçom, ela está plenamente ciente de que deve tratar os clientes com respeito e assisti-los no que for possível. Dessa forma, dizer que a gorjeta é um meio de agradecer por algo que é inerente à profissão é totalmente incabível. Aliás, raramente a gorjeta é repassada ao garçom. Entrega-se o pagamento ao caixa. O que garante que ele consulta todas as notas fiscais e repassa a gorjeta ao garçom? Paga-se, então, a mais provavelmente para compensar a diminuição do preço da refeição.
Ser garçom logicamente não é uma profissão com um salário estrondoso. Mas ser empregada doméstica, gari, faxineira, entre outras, significa também receber um salário mínimo, por exemplo. É uma profissão que está sujeita à mesma legislação trabalhista, aos mesmos direitos e deveres. Deveres estes que incluem desempenhar as funções da descrição de cargo, conforme disse anteriormente. Deveriam todos, então, exigir um bônus salarial?
É claro que não. Não é o caminho. Exigir um aumento do salário mínimo evita que outras profissões permaneçam desvalorizadas e não força o cliente a se responsabilizar por coisas que não dizem respeito a ele. Infelizmente, não será a primeira, nem a última vez que o Governo tentará passar ao cidadão suas obrigações.
