sábado, 27 de fevereiro de 2010

Meus desenhos, minha vida

Acompanhando o tópico "Até aonde (sic) o Pânico influencia as pessoas", achei que não fosse encontrar nenhuma discussão nova ou interessante. Quanto à primeira característica, eu estava certa. Contudo, me enganei bastante quanto a segunda. Num determinado ponto, a discussão rumou para o campo dos desenhos nostálgicos e foi aí que tudo mudou para mim.

Eu sou bastante apegada ao que cultivei em minha infância, principalmente a cultura de passar o dia brincando na rua ou assistindo a desenhos animados. A minha irmã é cinco anos mais nova e vivenciou coisas completamente diferentes, foi uma cultura oposta a minha, em certos pontos. Enfim, até hoje eu tenho muito carinho pelos desenhos e programas a que assistia e pela maneira como eles me tocavam. Se você ainda não percebeu, gênio, é sobre isso que falarei no post de hoje.

Lembro-me das tardes de sábado que passava vendo O Pequeno Urso , um dos meus desenhos preferidos de todos. Eu devia ter uns 9, 10 anos, mas não conseguia despregar os olhos das aventuras do ursinho, da pata, da galinha, do gato e da coruja, além da garotinha Emily e os familiares de todos. Mostravam um cotidiano tão adorável, tão simples... Sentia vontade de morar num bosque também.

Aliás, O Pequeno Urso era exibido na Cultura, maior celeiro de desenhos que já conheci. Eu acompanhava vários desenhos. Um deles era Babar , a história do elefantinho, cuja abertura sempre me dava vontade de chorar. Havia tantos outros cujos nomes me esqueci que eram exibidos no programa Cocoricó. Aliás, eu amava esse programa, mas ele perdeu muita qualidade conforme o tempo foi passando... Também via o Mundo de Beakman, o qual - pasmem - me ensinou muitas coisas e me fez tomar gosto pela ciência. Mesmo caso de X-Tudo, um dos melhores programas a que já assisti na minha vida. Confesso que imitava, com a minha irmã, o quadro de culinária do programa!

Não preciso nem falar que adorava Castelo Rá-Tim-Bum - cujas reprises já vi várias vezes depois de mais velha - e Rá-Tim-Bum. Ah, me lembrei do pinguim Pingu! Era a coisinha mais bonitinha, mas era tão triste... No entanto, eu via todos os episódios e ficava criando diálogos imaginários! Adorava também aquele desenho chamado Arthur, o qual ainda é exibido pela TV Cultura. Nunca soube que bicho ele é, mas as historinhas me faziam desejar ter uma turma como a dele.

Era apaixonada pela tartaruga Franklin e acordava mais cedo aos sábados somente para poder acompanhá-lo na Rede Globo. Aliás, na Globo, conheci dois desenhos que nunca mais foram exibidos: o Ônibus Mágico e A Turminha da Sala 402. Muito injusto, pois eram tão engraçados e contemporâneos, além de aproximarem as crianças do cotidiano escolar. Aliás, a Globo também teve ótimos programas, como o Caça-Talentos, aquele da Fada Bela. Eu acompanhei todos os episódios e chorei muito quando acabaram o programa. Era a maior diversão que eu tinha após o almoço, apesar de ter deixado de dormir por medo de algumas cenas. Logo depois disso, inventaram Bambuluá e os famigerados Cavaleiros do Futuro. Era bastante legal, até, mas não continha a mesma magia dos outros programas. Ou talvez eu estivesse velha demais para isso...

Não posso me esquecer do SBT, obviamente. Eu gostava demais d'O Fantástico Mundo de Bob e aquela musiquinha da abertura me dava vontade de pegar minha bicicleta ou meu antigo velotrol e sair andando por aí! Havia, também, Os Ursinhos Carinhosos, que eram extremamente fofos, mas que depois se tornaram bobos... Não me lembro do desenho que tinha um clube de cachorros, mas sei que o adorava. Tinha a She-ra, cuja abertura me fazia rir de vergonha alheia, embora eu não soubesse o nome desse sentimento àquela época. Lembram-se daquele desenho chamado Nossa Turma em que havia um alce, uma cadelinha, uma carneirinha? Ai, era simplesmente lindo e eu era apaixonada! E, por fim, tinha Bananas de Pijama! Ai, eles eram muito bobos, muito retardados! Mas eu não conseguia desgrudar os olhos da televisão!

Riquinho, Dênis - O Pimentinha, Smurfs, Luluzinha, He-man, Baby-Looney Tunes, Pernalonga... Não consigo finalizar este post sem ao menos citar todos esses outros desenhos que foram tão significativos na minha infância! Sei que esqueci um monte, mas isso não é relevantes...

Enfim, eles me davam uma sensação de liberdade, de infinito, como se qualquer coisa fosse possível. Não continham malícia alguma, não motivavam nenhum tipo de comportamento ruim. Não apelavam, muito menos amedrontavam. Não, esses programas só me ensinaram que criança tem que ser criança. E isso já é uma lição pra vida toda.

PS: um post sobre filmes da minha infância está a caminho!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dança das cadeiras


Minha mãe fez Magistério e meu pai, engenheiro elétrico formado, sempre foi professor. Dessa forma, eu sempre respeitei os professores e o seu trabalho. Eu costumava achar que se tratava da profissão mais bonita do mundo: você se formava para ensinar aos outros, para difundir o conhecimento.

Eu me lembro de todos os professores que já tive na vida. Em sua maioria, excelentes, preparados e acessíveis. Não conseguia entender como eles agüentavam a sala se transformar numa zona, por exemplo, ou qual era a sensação de alunos que só faltavam dizer a eles 'Vá se danar'. Além disso, quando descobri as condições do salário, achava que eles só podiam gostar muito da profissão pra aceitar a baixa remuneração. A minha opinião mudou.

Existem professores que, sim, honram o trabalho que têm. Dá para perceber neles a alegria ao ensinar, buscar coisas novas, preparar as aulas, se oferecer para tirar dúvidas. Já tive uma professora que, ao saber que eu não teria condições de pagar um curso de inglês, me cedeu todo o seu material de ensino e se prontificou a me dar aulas extra. São todos assim? Não, de jeito nenhum. Uma nova espécie de professor tem se desenvolvido.

Tal espécie é caracterizada pela insatisfação, falta de preparo, ausência de autoridade, preguiça e comodismo. A frase deles que mais me irrita é aquela 'Ok, o problema é de vocês, eu vou receber o salário de qualquer jeito'. Desculpa, mas isso não persuade ninguém a prestar atenção. Quer ser repudiado e desrespeitado? Use essa frase. É a maneira mais fácil de perder a moral porque só serve pra mostrar a sua única motivação em estar ali.

Em segundo lugar, existem aqueles que se mostram desmotivados pelo salário que recebem. Sim, eu sei que professores geralmente são injustamente remunerados. Entretanto, se gostassem de fato do que fazem, o tamanho do problema seria pouco significante. São seres humanos que obviamente possuem outras preocupações. Pois bem, nós também somos seres humanos com vontade de aprender e dependemos deles para isso. Essa desculpa, então, me parece muito mais egoísmo do que qualquer outra coisa. Por que digo isso? Meu pai é professor de escola pública, mas isso nunca serviu de desculpa para ele deixar de preparar suas aulas ou dar o seu máximo em frente ao quadro-negro.

Prosseguindo, há aqueles que negligenciam as vontades do aluno. Se é solicitada uma atividade diferenciada para facilitar a explicação da matéria, há quem ignore e diga que seus métodos não devem ser contestados. E continuam com suas explicações incompreensíveis e os alunos que se virem pra aprender a matéria. Será que se esqueceram de que o atual professor e aluno já foi mestre e aprendiz?

Existem aqueles que usam como desculpa para a bagunça o fato de suas matérias serem chatas. Aqui não, cara pálida. Já tive professores de Matemática que tiveram autoridade e pulso suficientes para aulas memoráveis em que não se ouvia um pio. Mostraram-se solícitos, acessíveis e bem humorados, quando necessário.

Gostaria de deixar bem claro que eu não acho que todos os professores sejam assim. Aliás, como eu disse no começo, conheço ótimos professores que dão o máximo de si e que ainda me fazem considerar sua profissão uma das mais bonitas. Todos aqueles que desejam se formar para ensinar possuem a minha admiração. Todos aqueles que ensinam também E essa admiração só tenderá a aumentar se os professores de hoje forem um pouco mais como os de antigamente.

As prioridades têm se invertido e muitos profissionais têm preferido atitudes egoístas às altruístas. Pode ser que haja, sim, falta de reconhecimento por parte de alguns alunos. Mas por causa disso todos têm que pagar? Se você quer reconhecimento, inspire-o: faça por merecer. Eu sinceramente acho uma pena que questões externar tenham tanta influência no exercício de uma profissão.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cidadã, com delay

Como vocês sabem, eu tenho 19 anos, o que significa que já ultrapassei a idade mínima para obrigatoriedade eleitoral. Entretanto, eu não tinha ainda tirado meu título de eleitor por pura preguiça e ignorância. Eu achava que passaria horas numa fila ou até mesmo teria que acordar de madrugada, o que aconteceu quando fui fazer meu RG. Temos atrás, no entanto, surgiu a luz no fim do túnel: eu poderia fazer o título pela internet. Enganam-se os que pensam que fui imediatamente pro computador. Não, eu continuei a postergar.

Na quarta-feira, finalmente eu decidi que já tinha adiado isso o suficiente. Entrei no site do TSE e preenchi o formulário com todos os meus dados. Além de não ter demorado mais do que cinco minutos, também pude agendar o horário para pegar o título. Fiquei um pouco assustada por não poder imprimir o protocolo, mas o site disse que não havia problema: bastava eu levar um comprovante de residência e documento de identidade para que o protocolo fosse localizado. Agendei para sexta-feira de manhã. Isso também não demorou nem cinco minutos. Aliás, o meu deslocamento durou três vezes mais que todo o processo. Agora, sou uma cidadã com poder de decisão do ponto de vista eleitoral.

Coincidentemente, votei numa enquete cujo objetivo era dizer se você preferia a Marina Silva ou a Dilma Roussef para Presidente da República. Ainda falta um bom tempo para as eleições, mas pretendo dizer aqui o que não coube no espaço de comentários do Orkut.

Primeiramente, os candidatos considerados mais fortes são: Dilma Roussef, José Serra, Ciro Gomes e Marina Silva. Eu não tenho grandes ressalvas a respeito do Serra: acho que, sim, é uma pessoa centrada, capaz, mas aparenta não ter pulso firme. O que eu quero dizer é que ele seria ótimo como Ministro, por exemplo, mas não como presidente. O que vejo é uma pessoa que pensa, projeta, mas não age ou demora a agir. Embora isso possa ser uma qualidade, um presidente precisa de ações mais imediatas e precisa se impor, inspirar respeito. O Serra é uma pessoa boa que eu gostaria de ver no Governo, mas não como figura central.

Prosseguindo, temos o Ciro Gomes. Olha, eu não conheço quase nada do passado político dele, muito menos algum projeto relevante que ele tenha feito. No entanto, ele não me parece preparado para o cargo, muito menos possuir uma equipe que o auxilie durante todo o processo. Eu ficaria com medo de tê-lo como presidente, pois é não somente uma figura desconhecida no contexto internacional, como também pouco lembrada no nacional.

A Marina Silva, por sua vez, tem bastante renome internacional e foi até mesmo escolhida como uma das 50 pessoas que mais lutam para melhorar as condições ambientais do mundo. Sim, ela sabe lidar com essas questões. Agora, e quanto à presidência? Eu sempre tenho medo de gente radical no poder porque eles parecem não ter ciência que uma reforma agrária e emprego para todos levam tempo. Já chegam discursando e propondo mover mundos e fundos, passar por cima de quem for e conseguir igualdade. Não é assim. Se levou tanto tempo pra tudo ficar como está, levará mais tempo ainda pra se resolver ou amenizar. Eu tenho medo do radicalismo e propostas que beiram o absurdo. Sim, ela tem bom coração. Mas presidente precisa ser inteligente para conciliar bom coração com realidade.

Esqueci de todos os outros candidatos que nem conheço, mas acham que ainda é possível ter comunismo no mundo de hoje. Sem falar naqueles que acham que o Brasil é neo-liberal, que temos que mudar, que é preciso de revolução agora. Céus, existir proposta tão antiquada e obsoleta nos dias de hoje justifica a porcentagem ínfima de votos que eles recebem...

Por fim, há a Dilma Roussef. Existem todos aqueles que comentam da campanha que ela tem feito fora de hora. Meus queridos, essa campanha começou há anos, desde o momento em que ela foi designada ao cargo de Ministra. Ela é a pessoa que mais tem ciência do que se passa no Brasil justamente por ser tão próxima ao presidente. Ela faz parte da equipe dele, a qual foi fundamental para as melhorias que têm ocorrido no Brasil.

Na minha opinião, ela é a pessoa mais capaz de continuar com os programas sociais, com as medidas relacionadas ao PAC e com tudo que envolve o crescimento econômico do país. Falam da falta de experiência dela, mas não acho que isso será empecilho uma vez que a equipe que auxiliou o Lula continuará a auxiliando. Sem falar que ela já tem considerável conhecimento por parte de outros líderes mundiais e estes, que confiam no Lula, já sabem da ligação dos dois. Dessa forma, ela me parece a pessoa com mais capacidade de continuar a governar o país.

Confesso que eu tinha total antipatia pelo Lula, mas isso se deve à visão distorcida que tinha dele. Achava que era um revolucionário, do tipo que faria milhões de imposições e não traria progresso ao país. Ele superou as minhas expectativas. Aliás, não só ele: a equipe dele. Logo, quem melhor pra dar continuidade do que alguém que participou ativamente?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Me dá meu chip, Oi!

Ontem amanheceu como qualquer outro dia. Estava mais cinzento do que os dias anteriores, mas nunca vi quarta-feira de cinzas diferente disso. Mal saí do meu quarto, ouço minha mãe dizer que meu pai precisa dos chips do celular. Perguntei a razão. Ela me disse: renovação do plano.

Nós temos Oi Conta Total há dois anos, desde que colocamos internet por causa da minha faculdade e que ganhei meu primeiro celular. Dentre as vantagens do plano, temos as seguintes: dois chips (CHIP CHIP, alô, Tarso Cadore), 200 minutos em cada celular de ligações gratuitas, 100 mensagens gratuitas, Internet de 1Mb e custo de ligação local para chamadas com 31. Sim, é bastante completo e vantajoso.


COMPRE, COMPRE, COMPRE! Dedão Bottini de qualidade!


Entretanto, da mesma forma que tudo tem um lado bom, tem o lado ruim. Brilhante, não? Alô, Cleber Machado. A Oi tem algumas exigências quanto à renovação do plano, a saber: você não pode renovar o plano no nome da mesma pessoa, deve trocar de chips ao vencimento do contrato e deve receber um novo número num prazo de 24h. Ou seja, queridos, meu chip foi tomado de mim ontem.

ME DÁ O QUE É MEU!!!!

Passei muito tempo pensando sobre essa estratégia. Sim, foi extremamente inconveniente e no começo eu fiquei bastante nervosa. Mas seria apenas um dia de férias sem meu celular. Logo, foquei meus pensamentos em descobrir o motivo de fazerem isso. É algo bastante simples, mas se preparem para a teoria da conspiração.

As agências da Oi provavelmente recebem algum tipo de comissão por firmarem um número x de contratos. Assim, é mais conveniente que, em vez de renovarem, eles simplesmente façam mais contratos. Além disso, isso significa que novos números serão registrados, dando a entender que a Oi possui mais clientes que as outras operadoras. Isso provavelmente é revertido em algum tipo de comissão para as agências, principalmente se envolver cumprimento de metas anuais.

Sei que a situação foi rapidamente resolvida e que existem muitos benefícios nesse plano da Oi. Claro, ela é uma empresa, mas é lamentável que empresas de sucesso necessitem de tanta burocracia pra sobreviver. Sim, empresas, porque tenho certeza de que ela não é a única a ter uma conduta financeiramente orientada. Agora, seria bom que elas percebessem que dependem dos clientes para que se mantenham sempre assim...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O fácil e o necessário

Semana passada, eu entrei um pouquinho em desespero. Meu estoque de filmes gravados estava chegando ao fim e faz calor demais pr'eu ousar sair de casa e caminhar. Além disso, esse calor torna impossível sentar e estudar Finanças, algo que eu prometi que faria durante as férias. Eu detesto a idéia de ficar mofando, de ficar entediada, de ficar olhando pro relógio e perceber que se passaram apenas alguns minutos. O computador aqui em casa é dividido, de modo que não posso ficar aqui quantas horas eu desejar. Além disso, chegaria a um ponto em que minhas opções virtuais também se esgotariam. So I had a little meltdown... Ok, eu sei que isso significa ataque de egoísmo, de desespero, de frustração. E aí eu fiquei me lamentando e chorando por coisas que já foram e com as quais eu deveria me acostumar. Na verdade, parte da sensação que eu experimentei pode ser lida em 'Harry Potter e a Ordem da Fênix'. Sim, aquele começo, aquele desabafo, a sensação de estar sozinha enquanto todas as pessoas de que você gosta se divertem: foi exatamente aquilo.

Eu adoraria dizer que isso nunca aconteceu e que foi a primeira vez que senti isso. Bom, não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira. Entretanto, é como acontece com o calor: sempre achamos que no passado foi menor e que agora é pior. Enfim, eu tenho essa coisa que realmente me incomoda, mas que geralmente fica nisso: um incômodo. Essa coisa se chama pessimismo com uma dose extra de reclamação e uma pitada de inconformismo com essência de descontrole.


GARÇOOOOOOM!

A todos que desconhecem isso, podem ter certeza que é insuportável. Aliás, é pior ainda quando as coisas passam e você pode ter uma visão mais clara do acontecido. Algo que foi muito útil foi um diálogo do filme 'O Diabo veste Prada'. O trecho em questão é o de uma conversa entre o Nigel (Stanley Tucci, nunca mais visto com os mesmos olhos após 'The Lovely Bones') e a Andy (Anne Hathaway). Basicamente, a Andy faz infinitas reclamações de como as pessoas são duras com ela quando ela fazia seu melhor. E aí o Nigel diz uma das melhores falas do filme, na minha modesta opinião:

You are not trying. You are whining. What is it that you want me to say to you, huh? Do you want me to say, "Poor you. Miranda's picking on you. Poor you. Poor Andy"? Hmm? Wake up, six. She's just doing her job. (...) And you want to know why she doesn't kiss you on the forehead and give you a gold star on your homework at the end of the day. Wake up, sweetheart.

É tão mais fácil e confortável reclamar pelo que não acontece como queremos, não? Não estou dizendo que reclamar seja algo ruim, longe disso. Estou apenas pensando em quantas vezes já tive um 'meltdown' desnecessário, em quantas vezes eu deveria ter me mantido calma, pensado e, só então, falado. Eu costumo me sentir frustrada, desanimada, triste por coisas a que a maioria das pessoas não costuma nem prestar atenção. Além disso, costumo tentar justificar o presente por meio do passado, o que nunca me faz bem.

Sempre achei que escrever fosse uma excelente maneira de canalizar isso. Sim, é, é um exercício muito bom. Mas é inútil se fica aqui, num post de blog, no mundo virtual. Só faz sentido se tiver reflexo no mundo real.